2 de agosto de 2010

Machu Picchu

Fortaleza Inca no alto dos Andes. Eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, a cidadela inca continua a surpreender visitantes - mas seu estado de conservação demanda cuidados.




Machu Picchu é o maior tesouro que os incas deixaram ao Peru moderno. O lugar rende mais riquezas do que ouro que os conquistadores derreteram e levaram para a Espanha. Por ano, o santuário histórico movimenta cerca de US$ 150 milhões e recebe 500 mil visitantes!


A chamada Trilha Inca atravessa montanhas, vales e até florestas. Seus 35 quilômetros são percorridos em quatro dias.
Wiñay Wayna significa em quéchua “sempre jovem”.
O momento culminante da Trilha Inca é a chegada em Inti Punku, a Porta do Sol, entrada original de Machu Picchu. Acredita-se que esse acesso não era uma via comercial, mas um percurso cerimonial. Era considerado uma peregrinação, onde cada etapa incluía rituais, inclusive para os Ápus, as montanhas sagradas.

Mas, afinal, o que teria sido Machu Picchu? Apenas uma fortaleza, como dizem alguns arqueólogos? Mas para proteger o que e de quem? Isolada pelas correntezas do rio Urubamba, que passa a seus pés, e por um anel de picos montanhosos, Machu Picchu não tem as características de uma fortaleza clássica ou de um centro administrativo. Mais lógico seria conceber a cidadela como um refúgio espiritual – ou até mesmo um esconderijo político.
A cidade é uma obra auto-sustentável, com plataformas agrícolas e edificações talhadas na própria montanha. Todo material utilizado na construção veio das redondezas. As estruturas são de granito; os muros ligeiramente inclinados compensam o impacto de possíveis terremotos. Formam um conjunto arquitetônico de alto valor estético. No total, são 150 casas, além de palácios, templos e aquedutos. Tudo muito bem preservado.




A paisagem transmite a força da natureza. O ambiente transporta as pessoas a um outro Tempo e Espaço.
A cidadela de Machu Picchu fica aos pés de Huayna Picchu, o pico jovem.




À esquerda, o Templo das Três Janelas, cuja função seria a de marcar os solstícios e os equinócios. Na foto ao centro, as begônias rosas, flor endêmica da região. À direita, o Intihuatana de Machu Picchu, fotografado antes de ter tido sua ponta fraturada por um acidente durante a produção de um comercial de cerveja.
Os vestígios arqueológicos de Machu Picchu confirmam que a maioria das edificações data do início do século 15, bem antes da chegada dos conquistadores. A cidade continuou habitada até 40 anos depois da tomada de Cuzco.
Os espanhóis jamais conheceram Machu Picchu. Foi o explorador norte-americano Hiram Bingham que descobriu as ruínas, em 1911. Quando ele chegou a Machu Picchu, a cidade estava escondida, recoberta por 400 anos de vegetação. Depois de dois anos de exploração arqueológica, patrocinada pela Universidade de Yale e pela National Geographic, Bingham voltou aos Estados Unidos com mais de 5 mil artefatos. A maioria deles continua nos depósitos do museu da universidade. Hoje, o governo peruano e Yale discutem sobre o retorno dessas peças para que sejam expostas em um museu local. Bingham nunca teria imaginado que, um século depois da descoberta, a antiga cidade seria uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.
O explorador não encontrou nenhum objeto que poderia ser considerado como tesouro. Não foi descoberta nenhuma cerâmica espetacular ou qualquer objeto de ouro ou de prata. Apenas algumas peças de bronze e de uso diário. Na verdade, o “tesouro” mais extraordinário de Machu Picchu é sua localização natural, cercada de montanhas e florestas. É esse entorno, esse ambiente mágico, que faz com que visitantes de todas as partes do mundo sejam atraídos por Machu Picchu.
Pela sua localização, Machu Picchu parece estar sempre brincando com as nuvens. Até mesmo na época seca, quando o sol deveria brilhar sozinho no céu, nuvens de chuva podem se formar a qualquer momento. É essa água que dá vida à vegetação das encostas das montanhas.
Com 32 mil hectares, o Santuário Histórico de Machu Picchu concentra uma grande biodiversidade. Isso acontece porque ele abrange dez diferentes zonas ecológicas, com altitudes que variam de 1.700 metros, no rio Urubamba, a mais de 6.200 metros de altitude, com o pico nevado Salcantay.
Apenas um terço do Santuário foi explorado por biólogos. Mas já se sabe que a flora é rica e variada, com uma grande quantidade de arbustos, samambaias e trepadeiras. Foram identificadas cerca de 300 espécies de orquídeas e existem dezenas de espécies de bromélias, cada uma adaptada a uma diferente altitude. Uma begônia rosa é nativa da região.



Em sentido horário, a partir do alto: a esplanada principal de Machu Picchu; a Torre de Machu Picchu parece ter tido mais uma função cerimonial do que militar; casa inca na parte leste de Machu Picchu; as pedras brutas parecem ter sido transformadas em habitações no próprio local.



Vestígios arqueológicos da cidade confirmam que
a maioria das construções data do século XV.
Machu Picchu foi construída de acordo com a magia da natureza. O Templo das Três Janelas é uma prova, pois marca as quatro estações do ano. Nos dias de equinócio da primavera e do outono, o sol nasce na janela do centro. Nos solstícios do inverno e do verão, aparece na janela das pontas.
Esse conhecimento dos movimentos dos astros parece ter sido uma marca registrada da cultura inca. Não é apenas o Templo das Três Janelas que marca a passagem das estações. O Intihuatana, o coração do centro cerimonial de Machu Picchu, também dá essa informação. Inti (“sol”, em quéchua) e Huatana (da palavra Huata, “amarrar”) significaria “lugar onde se amarra o sol”.
Esse pedaço de granito, esculpido em uma forma bem particular, era utilizado como instrumento para medir o ciclo do tempo e das estações do ano. São as sombras projetadas pela pedra – ou a ausência delas – que dão a informação necessária. Esse calendário natural teria uma função importante para organizar a vida social, agrícola e religiosa dos incas. Assim, Machu Picchu poderia ter sido também um observatório astronômico.
Mas a principal função do Intihuatana não está descrita em textos arqueológicos. A tradição andina atribui ao aparelho solar o poder de captar a energia do sol, permitindo uma maior visão espiritual do iniciado. Pedras como o Intihuatana eram sagradas para os incas e existiam em todo o território. Por essa razão, foram alvo de destruição sistemática pelos espanhóis. Os conquistadores entendiam que, ao arrasar as pedras sagradas, estariam também desconectando os incas de seus deuses.
Como não foi descoberto pelo conquistador, o Intihuatana de Machu Picchu foi poupado. Porém, em setembro de 2000, um triste acidente, durante a gravação de um comercial de cerveja, danificou o que os espanhóis não haviam conseguido. Um equipamento pesado caiu em cima da ponta do Intihuatana, fraturando oito centímetros da pedra sagrada.
Na verdade, o estado de conservação do santuário é delicado. Machu Picchu, considerado Patrimônio Mundial Natural e Cultural desde 1983, tomou um cartão amarelo da Unesco no ano passado. O órgão das Nações Unidas, que trata da área cultural, científica e educacional, vem demonstrando sua crescente preocupação com o impacto provocado pelo turismo de massa. A última missão da Unesco concluiu que Machu Picchu tem problemas sérios de desmatamento, desenvolvimento urbano desenfreado e acesso ilegal, além de correr graves riscos de deslizamento de terra.
A esperança é que o Instituto Nacional de Cultura e outras instituições peruanas envolvidas na região saibam ouvir as advertências da Unesco e passem a administrar Machu Picchu com uma visão integrada e não apenas como uma fonte inesgotável de renda.


Fonte: Revista Planeta

Liliwenn



Liliwenn  -  atualmente uma das melhores artistas de rua do mundo.

Trabalho fantástico da artista francesa Liliwenn em colaboração com o artista Ben Slow.
Para ver mais trabalhos da artista visite: http://www.liliwenn.com/



Wall in Leake St. Tunnel, London


 Brittany, France 


Brest, France


Brixton, London


Brixton, London

Studio Weave

Designers do Studio Weave  instalaram um banco com 324 metros de comprimento em frente ao mar em Littlehampton no Reino Unido. Fornecendo capacidade para 300 pessoas, o banco é feito de madeira tropical, numa área valorizada e recuperada a partir de um aterro no litoral da cidade. 
Um belo colorido inserido na natureza. 
Design com arte.










Genesis - Dancing with the Moonlit Knight



Sessão Remember no Illustratus.
Genesis, com Peter Gabriel, cantando "Dancing with the Moonlit Knight"



História dos Leques

 
O leque, objeto usado desde a mais remota antiguidade, pois aparece nas pinturas murais do Egito e da Assíria, existe, pelo que se presume, há mais de 3 mil anos.

Várias são as lendas que correm sobre a sua invenção.
Uma das histórias, de fundo mitológico, conta que o primeiro leque se originou da asa de Zéfiro arrancada por Cupido para abanar sua amada Psiquê..
Outra, também muito encantadora, conta que a filha de poderoso mandarim, assistindo à festa das Lanternas, sentiu-se mal com o intenso calor desprendido das milhares de velas acesas e, contrariando os hábitos da época, discretamente retirou a máscara que lhe escondia rosto e com ela começou a se abanar, no que foi imitada por todas as mulheres chinesas presentes, nascendo assim o leque.

A energia elétrica com seus ventiladores e aparelhos de ar condicionado relegou ao passado os delicados e românticos leques, estes instrumentos refrescantes que nos remetem ao tempo em que os cavalheiros, com punhos e golas de renda e entre pitadas de rapé, cortejavam nos salões as belas damas, que por intermédio dos leques animavam as suas esperanças ou golpeavam mortalmente os seus sonhos.
Datados dos séculos XVIII, XIX e XX e produzidos no Oriente, na Europa e no Brasil, o Museu Histórico Nacional possui uma coleção de 109 leques.

Ventarola Tukano
Abano de fibra vegetal. Século XX,
Brasil. Produzido pela Tribo Tukano, do Amazonas.


Ventarola espanhola
Ventarola de folha, em papel pintado, com cenas típicas espanholas.
Cabo em madeira. Século XX. Espanha. 


 Plumas brancasLeque de plumas e penas brancas decoradas com penas recortadas formando insetos estilizados. Varetas de fibra vegetal. 
Século XX. Brasil.


Leque de baralho
Leque de "baralho" - ou seja, sem "guarnição" - em osso. Varetas recortadas, vazadas, decoradas com cena mitológica e aplicações em baixo relevo de folhas de ouro e prata. Século XIX. 



Renda bege
Leque com renda bege sobre organza preta e pintura de figura feminina ladeada por anjinhos. Varetas de madrepérola rosada, recortadas e vazadas, formando reservas mais claras em baixo relevo, decoradas com motivos fitomorfos e zoomorfos. Vareta mestre acompanhando à decoração. Século XIX. Assinado por G. Eylé. 



Leque Mandarim
Leque "Mandarim", de folha, dupla face, em papel pintado com aplicações de marfim nos rostos e seda nos trajes. Varetas de charão negro, decoradas com motivos orientais em dourado. Século XIX. China



Leque pintado
Leque de folha, dupla face, em papel pintado com cena de gênero na frente e no verso. Varetas de madeira recortadas, decoradas com cachos de uvas e folha de parreira. Vareta mestre esculpida. Século XIX.



Varetas de madrepérola
Leque de folha, dupla face, em papel pintado com cena de gênero. Varetas de madrepérola, recortadas, decoradas com reservas com pintura floral em policromia e em baixo relevo com aplicações de folha de ouro, formando motivos fitomorfos estilizados. Vareta mestra com espelho. Pertenceu à Condessa de Boa Vista. Século XIX. França. 



 Em madrepérola e tecido. Século XIX.


Leques

Prata dourada, esmalte e papel. Século XIX.
Comemorativo da organização do Império do Brasil. 320 x 590 mm
Marfim e papel. China. Século XIX.
Comemorativo da Independência do Brasil. 315 x 540 mm
Era hábito durante o reinado de D. João VI comemorar fatos historicamente significativos através de pinturas em leques. Este hábito foi intensificado durante o período de governo de D. Pedro I. Eram, geralmente, fabricados na China, através de encomendas nas "Casas da Índia", muito numerosas na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, nesta época.

 
Fonte: brasilcult
Imagens:  Museu Histórico Nacional