27 de junho de 2010

Auguste Rodin

O seu plasticismo poderoso promana do esforço, da tensão, e monumentalidade de Michelangelo. "O Pensador" e "Os Reféns de Calais" demonstram esta asserção. Depois, porém, as suas formas se fazem instáveis e fluídas, movem-se na luz que as anima e rompendo a superfície em estilhaços, como ocorre na evocativa Estátua de Balzac.
Algumas das obras de Rodin estão entre as mais famosas da escultura européia e universal. Retratista emérito, dominou o bronze e o mármore.
Embora acusado de formalismo pelo rigor anatômico de suas peças, destacou-se no período de transição da arte entre os séculos XIX e XX.
René-François-Auguste Rodin nasceu em Paris em 12 de novembro de 1840. Nascido numa família de poucos meios, estudou desenho e modelado a partir dos 13 anos.
Aos 18, após ser reprovado três vezes no exame de admissão à Escola de Belas-Artes, passou a trabalhar como moldador, confeccionando objetos ornamentais. 

Os salões o rejeitaram
Em 1864 uniu-se a Rose Beuret, modelo dos primeiros retratos escultóricos e companheira de toda a vida.
Ao ter recusada a primeira obra que enviou ao salão oficial, "O homem de nariz quebrado" (1864), Rodin afastou-se das exposições e passou a colaborar com Albert-Ernest Carrier-Belleuse na decoração de monumentos em Bruxelas.
Fascinado com as esculturas de Donatello e Michelangelo numa visita a Florença e a Roma, escandalizou os meios artísticos parisienses com "A idade do bronze": era tal a perfeição da figura que houve quem o acusasse de ter usado como molde um modelo vivo. 

A Porta do Inferno
A despeito do começo difícil, firmou-se como escultor com uma obra posterior, "São João Batista pregando" (1878).
Encomendaram-lhe então, em 1880, uma enorme porta de bronze para o futuro Museu de Artes Decorativas em Paris. Nela trabalhou por longos anos, mas deixou-a inacabada ao morrer.
Projetada como réplica da "Porta do paraíso", esculpida no século XV pelo italiano Lorenzo Ghiberti para o batistério de Florença, a obra -- conhecida como "Porta do inferno" -- deveria extrair seus temas da Divina comédia de Dante.
Após uma viagem a Londres, em 1881, onde tomou contato com as interpretações de Dante feitas pelos pintores pré-rafaelitas e por William Blake, em suas obras visionárias, Rodin alterou os planos originais, com a pretensão de fazer do monumento um universo de formas atormentadas pelas paixões humanas e a morte.
No decorrer do trabalho, imagens pensadas como partes da porta transformaram-se, em escala maior, em peças isoladas de alto impacto: assim nasceram "O pensador" (1880; Museu Rodin), "O beijo" (1886; Louvre), e "O filho pródigo" (1889; Museu Rodin).

Um escultor sempre polêmico
Outra obra plena de expressividade, "Os reféns de Calais" (1884-1886), celebra o sacrifício dos habitantes dessa cidade francesa, os quais em 1347 haviam se entregado como reféns ao rei Eduardo III da Inglaterra na esperança de que este suspendesse o cerco que lhes era imposto.
Por volta de 1885, Rodin iniciou um romance com a aluna Camille Claudel, o mais tempestuoso dos muitos que teve, o qual terminou tragicamente.
Aos problemas amorosos, somaram-se os criados por novas encomendas: um busto de Victor Hugo teve de ser refeito várias vezes, entre 1886 e 1909, por mostrar o escritor de peito nu.
Já um monumental Balzac de corpo inteiro causou celeuma a partir de 1898, por já apontar para o ideário da arte moderna. Essa mesma obra, em 1939, foi posta no cruzamento dos boulevards Raspail e Montparnasse, em Paris.
Uma série de bustos, como o de Octave Mirbeau (1889), Puvis de Chavannes (1891) e Clemenceau (1911) contribuiu para situar Rodin como mestre na arte do retrato em relevo pleno.

Em 1908 o escultor se instalou no Hôtel Biron, palacete parisiense do século XVIII, transformado depois de sua morte no Museu Rodin. 
Admirado pela elite européia e considerado uma glória da França, Rodin morreu em Meudon em 17 de novembro de 1917.
Em 1995, uma exposição de 58 peças suas no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro RJ, e logo na Pinacoteca do Estado, em São Paulo SP, atraiu cerca de meio milhão de pessoas, público nunca antes reunido em evento de artes plásticas no Brasil.


Parte I

 
Parte II

Documentário completo neste LINK

Para saber mais:
http://www.musee-rodin.fr/welcome.htm

Fonte: Encyclopedia Britannica do Brasil
http://www.pitoresco.com.br

The Beatles: Rockband

Melhor filme promocional do Annecy Festival 2010.

Pete Candeland é o criador desta introdução cinematográfica para o jogo The Beatles: Rockband.


26 de junho de 2010

Adobe Photoshop Cook

Adobe Photoshop Cook é uma animação muito bem produzida em stop motion para a competição AdobeYouGC. Utilizando papelão e  utensílios de cozinha, foi possível  simular o preparo de adoráveis  biscoitos amanteigados. Muito bom.

Going West

Animação feita pelo britânico Andersen M Studio para a New Zealand Book Council. Segundo os criadores, o trabalho – totalmente manual, sem uso de computador – durou 8 meses.
O texto é do livro Going West, do neozelandês Maurice Gee.

23 de junho de 2010

Diego Rivera

Diego Rivera foi um dos maiores pintores mexicanos e um dos protagonistas do muralismo mexicano, juntamente com Orozco e Siqueiros.
Tal como outros realistas sociais, ele acreditava que a arte deveria ter uma função direta social e política e que em vez de se limitarem à pintura de cavalete de pequenas dimensões, os artistas deveriam executar obras para espaços públicos, tal como o tinham feito durante a Renascença.
Diego Rivera, pintor mexicano (8/12/1886-25/11/1957) foi um dos muralistas mais importantes de seu país. Nasce em Guanajuato e estuda na Academia de Belas-Artes de San Carlos até 1902, quando é expulso por participar de uma greve de estudantes.
Aos 21 anos ele teve a oportunidadede ir para a Europa, com o auxílio de uma bolsa de estudos, aí permanecendo até 1921. A passagem de Rivera pelo continente europeu aprimora sua vocação para as artes, uma vez que neste período ele conhece vários artistas, como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró, além do arquiteto Antoni Gaudí, e movimentos estéticos que se tornaram fonte de inspiração para sua produção artística. Retorna ao México somente 14 anos depois, já famoso. A pedido de Álvaro Obregón, recém-eleito presidente da República, pinta murais na Escola Preparatória Nacional e no Ministério da Educação.
Nos anos seguintes, desagrada a gregos e troianos com seu estilo, que mescla a propaganda revolucionária com os tons do simbolismo asteca e bizantino. O mural Homem na Encruzilhada (1933), feito para o Rockefeller Center de Nova York, é recusado porque um dos operários retratados tem o rosto muito parecido com o de Lênin. 
Da sua vasta obra como muralista destacam-se, além do mural do Rockefeller Center, os frescos do Palácio do Governo (1929) e do Palácio Nacional (1935), no México (o pintor acaba remontando a obra recusada no Palácio de Belas-Artes, na Cidade do México)Neste fresco Rivera fazia a exaltação do comunismo e uma crítica dura do capitalismo, "mostrava ao mundo a convicção otimista de que "um dia" o homem será dono do seu destino em vez de ser empurrado para lá e acolá por forças que ele não é capaz de controlar"
Os representantes do lado oposto do espectro político, ou seja, os líderes do Partido Comunista Mexicano, recusam a parceria de Rivera na militância por ele não incorporar em sua pintura a estética do socialismo realista. 
Os elementos das composições de Rivera estão claramente delineados e desenhados em nítidas áreas de cor constrastantes. Este estilo, que influenciou consideravelmente a arte mexicana, pretendia fazer com que a estrutura narrativa da obra fosse o mais legível possível.
Em 1929 casa-se com a artista plástica mexicana Frida Kahlo. Nesse mesmo ano, inicia o mural no qual pretende contar a história de seu país, a ser exposto no Palácio Nacional, que deixa inacabado ao morrer, 28 anos depois.
Diego Rivera, depois de produzir mais de dois mil quadros, cinco mil desenhos e cerca de quatro mil metros quadrados de pintura mural, morreu no dia 24 de novembro de 1957, na cidade de San Ángel.

La Era, 1904
Oil on canvas
Museo-Casa de Diego Rivera, Guanajuato, Mexico



Still Life, 1913
Oil on canvas
Hermitage Museum, Saint Petersburg, Russia



Table on a Café Terrace, 1915
Oil on canvas 
Metropolitan Museum of Art, New York City



 Nature Morte Espagnole, 1915
Oil on canvas
The National Gallery of Art, Washington D.C.



Bañista de Tehuantepec, 1923
Oil on canvas
Colección Marte R. Gómez.
Museo Casa de Diego Rivera. Guanajuato


The Maize Festival (La fiesta del maíz), 
from the cycle "Political Vision of the Mexican People", 1923-24
Fresco
Ministry of Education, Mexico City



Woman Grinding Maize, 1924
Encaustic on canvas
Museo Nacional de Arte, Mexico City



Flower Festival , 1925
Oil on canvas
Los Angeles County Museum of Art




Espalda Desnuda de una Mujer Sentada, 1926
Red chalk and charcoal
Fine Arts Museums of San Francisco




Enrrielando, Moscú (Sawing Rails, Moscow), 1927
Charcoal
Arthur Ross Gallery at the University of Pennsylvania




 Night of the Rich, 1928
Fresco
North wall, Courtyard of the Fiestas
Ministry of Education, Mexico City




The Arsenal- Frida Kahlo Distributes Arms, 
detail, from the cycle "Political Vision of the Mexican People", 
1928
Fresco
Ministry of Education, Mexico City




Flower Festival: Feast of Santa Anita, 1931
Encaustic on canvas
The Museum of Modern Art, New York City




Hat Makers, 1931
India ink
The University of Michigan Museum of Art




The Flower Carrier, 1935
Oil and tempera on masonite
San Francisco Museum of Modern Art






Niña con Elotes, ca. 1938
Watercolor on Japanese rice paper
Arthur Ross Gallery at the University of Pennsylvania




Portrait of Modesta and Inesita, 1939
Oil on canvas
Collection of the Estate of Licio Lagos, Mexico City




Portrait of Frida Kahlo, 1940
Pan-American Unity -Detail
City College of San Francisco




Nude with Calla Lilies (Desnudo con alcatraces), 1944
Oil on cardboard
Emilia Gussy de Gálvez collection, Mexico City




Retrato de Ruth Rivera, 1949
Oil on canvas
Collection of Rafael Coronel, Cuernavaca, Mexico






Vendedora de Flores, 1949
Oil on masonite
Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, Spain




Pre-Hispanic America (Book cover for Pablo Neruda's "Canto General"), 1950
Oil on canvas
Collection of the Estate of Licio Lagos, Mexico City




Desfile del 1º de Mayo en Moscú, 1956
Oil on canvas
Colección Fomento Cultural Banamex. Mexico City




A Dream of a Sunday Afternoon in Alameda Park, 1947-48
Fresco
Alameda Hotel, Mexico City



Detroit Industry, North Wall, 1932-33
Fresco
Detroit Institute of Arts




 Detroit Industry, South Wall, 1932-33
Fresco
Detroit Institute of Arts


Para saber mais: The Virtual Diego Rivera - Web Museum