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3 de agosto de 2010

Praça de São Cristóvão, em Sergipe, recebe título Patrimônio Mundial




O Brasil possui agora 18 bens inscritos na lista de Patrimônio Cultural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – Unesco. Reunido em Brasília, o Comitê do Patrimônio Mundial aprovou a indicação do Brasil e incluiu na lista a Praça São Francisco, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. O monumento foi o único candidato brasileiro entre os 39 bens que estão sendo avaliados na sessão do Comitê deste ano. O presidente do Comitê e ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, ressaltou que a inclusão da Praça de São Francisco na lista de Patrimônio Mundial “representa um reconhecimento à singularidade da formação do acervo cultural brasileiro”.
Não foi necessária votação para a inclusão da Praça São Francisco. Apesar da manifestação contrária do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios – Icomos, entre os 21 Estados-Partes 16 haviam apresentado por escrito manifestações favoráveis à candidatura brasileira. O órgão consultivo da Unesco alegava que o Brasil deveria reapresentar a proposta, adicionando justificativas para comprovar o valor universal excepcional da Praça São Francisco, como a ampliação do perímetro a ser protegido. No entanto, o presidente Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Luiz Fernando de Almeida, argumentou que os limites para a delimitação do bem correspondiam ao valor universal excepcional e que o espaço urbano é a melhor representação no Brasil do período da União Ibérica, no Século XVI, quando Portugal e Espanha estavam sob uma só coroa. “A Praça de São Francisco é exemplo único daquele momento histórico”, afirmou Luiz Fernando, destacando ainda o contexto natural exuberante e preservado que confere à Praça uma paisagem construída singular.
Para Luiz Fernando de Almeida, além de ter grande importância para a comunidade de São Cristóvão e para o estado de Sergipe, a decisão do Comitê é uma “vitória das políticas públicas do patrimônio no Brasil. O processo de reconhecimento da Praça São Francisco com Patrimônio Mundial é um marco para o que defendemos: a cultura tem um grande papel para do desenvolvimento do país”. O ministro Juca Ferreira também ressaltou a qualidade do relatório e parabenizou o Iphan “por ter assumido um verdadeiro embate com o Icomos. A defesa apresentada foi extremamente representativa não apenas para a aprovação de São Cristóvão, mas para os esforços que temos realizado dentro do Comitê do Patrimônio Mundial no sentido de tornar os parâmetros de avaliação da Unesco mais generosos e abrangentes, menos etnocêntricos e eurocêntricos”, concluiu o presidente do Comitê.
O documento apresentado pelo Iphan ao Comitê apontou que o Conjunto Arquitetônico da Praça, em que está erigido o Convento de São Francisco, é um dos mais expressivos remanescentes entre os que foram edificados no Brasil Colônia. Possui uma composição dinâmica própria em função da monumentalidade do adro e do cruzeiro e da ruptura com a idéia de equilíbrio e simetria comuns a outros conventos franciscanos, sendo que a Praça remete claramente às disposições da Lei IX das Ordenações Filipinas; o que a torna única no processo de ocupação do território brasileiro.
Com relação à justificativa para a valoração da Praça São Francisco, o documento se apoiou na própria Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco em seus critérios II e IV, ressaltando que o monumento é testemunha de um intercâmbio de valores e também é exemplo representativo de construção que ilustra um período significativo da história humana. Além disso, o documento assinalou que a Praça São Francisco é a prova da fusão das influências das legislações e práticas urbanísticas espanholas e portuguesas na formação de núcleos urbanos coloniais. Desta forma, a autenticidade da Praça São Francisco está explícita em seu desenho, entorno, técnicas, uso, função, contexto histórico e cultural.
A história
São Cristóvão é uma das mais antigas cidades do país e foi a primeira capital de Sergipe, fundada em janeiro de 1590, no contexto da Dinastia Filipina em Portugal. Os principais monumentos, na Cidade Alta, são cerca de 10 prédios em torno da praça que abriga também a Igreja e o Convento de São Francisco. A construção teve início em 1693 a partir das doações da comunidade aos franciscanos. Quando a cidade era a capital da Província, o convento abrigou a Assembléia Provincial e o salão da Ordem Terceira era ocupado pela Tesouraria Geral da Província. Já na República, São Cristóvão também aquartelou as tropas do batalhão que combateu os seguidores de Antônio Conselheiro, em Canudos, em 1897.

A cidade foi tombada pelo Iphan em 23 de janeiro de 1967. O Instituto adquiriu e restaurou um dos sobrados da praça onde, atualmente, mantém um escritório técnico e exposições culturais. O Museu de Arte Sacra também fica no complexo histórico e abriga um acervo considerado o terceiro mais importante do país. Existe ainda o Museu de Sergipe composto por peças que pertenceram às famílias nobres da região.

 Fonte: IPHAN

2 de agosto de 2010

Machu Picchu

Fortaleza Inca no alto dos Andes. Eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo, a cidadela inca continua a surpreender visitantes - mas seu estado de conservação demanda cuidados.




Machu Picchu é o maior tesouro que os incas deixaram ao Peru moderno. O lugar rende mais riquezas do que ouro que os conquistadores derreteram e levaram para a Espanha. Por ano, o santuário histórico movimenta cerca de US$ 150 milhões e recebe 500 mil visitantes!


A chamada Trilha Inca atravessa montanhas, vales e até florestas. Seus 35 quilômetros são percorridos em quatro dias.
Wiñay Wayna significa em quéchua “sempre jovem”.
O momento culminante da Trilha Inca é a chegada em Inti Punku, a Porta do Sol, entrada original de Machu Picchu. Acredita-se que esse acesso não era uma via comercial, mas um percurso cerimonial. Era considerado uma peregrinação, onde cada etapa incluía rituais, inclusive para os Ápus, as montanhas sagradas.

Mas, afinal, o que teria sido Machu Picchu? Apenas uma fortaleza, como dizem alguns arqueólogos? Mas para proteger o que e de quem? Isolada pelas correntezas do rio Urubamba, que passa a seus pés, e por um anel de picos montanhosos, Machu Picchu não tem as características de uma fortaleza clássica ou de um centro administrativo. Mais lógico seria conceber a cidadela como um refúgio espiritual – ou até mesmo um esconderijo político.
A cidade é uma obra auto-sustentável, com plataformas agrícolas e edificações talhadas na própria montanha. Todo material utilizado na construção veio das redondezas. As estruturas são de granito; os muros ligeiramente inclinados compensam o impacto de possíveis terremotos. Formam um conjunto arquitetônico de alto valor estético. No total, são 150 casas, além de palácios, templos e aquedutos. Tudo muito bem preservado.




A paisagem transmite a força da natureza. O ambiente transporta as pessoas a um outro Tempo e Espaço.
A cidadela de Machu Picchu fica aos pés de Huayna Picchu, o pico jovem.




À esquerda, o Templo das Três Janelas, cuja função seria a de marcar os solstícios e os equinócios. Na foto ao centro, as begônias rosas, flor endêmica da região. À direita, o Intihuatana de Machu Picchu, fotografado antes de ter tido sua ponta fraturada por um acidente durante a produção de um comercial de cerveja.
Os vestígios arqueológicos de Machu Picchu confirmam que a maioria das edificações data do início do século 15, bem antes da chegada dos conquistadores. A cidade continuou habitada até 40 anos depois da tomada de Cuzco.
Os espanhóis jamais conheceram Machu Picchu. Foi o explorador norte-americano Hiram Bingham que descobriu as ruínas, em 1911. Quando ele chegou a Machu Picchu, a cidade estava escondida, recoberta por 400 anos de vegetação. Depois de dois anos de exploração arqueológica, patrocinada pela Universidade de Yale e pela National Geographic, Bingham voltou aos Estados Unidos com mais de 5 mil artefatos. A maioria deles continua nos depósitos do museu da universidade. Hoje, o governo peruano e Yale discutem sobre o retorno dessas peças para que sejam expostas em um museu local. Bingham nunca teria imaginado que, um século depois da descoberta, a antiga cidade seria uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.
O explorador não encontrou nenhum objeto que poderia ser considerado como tesouro. Não foi descoberta nenhuma cerâmica espetacular ou qualquer objeto de ouro ou de prata. Apenas algumas peças de bronze e de uso diário. Na verdade, o “tesouro” mais extraordinário de Machu Picchu é sua localização natural, cercada de montanhas e florestas. É esse entorno, esse ambiente mágico, que faz com que visitantes de todas as partes do mundo sejam atraídos por Machu Picchu.
Pela sua localização, Machu Picchu parece estar sempre brincando com as nuvens. Até mesmo na época seca, quando o sol deveria brilhar sozinho no céu, nuvens de chuva podem se formar a qualquer momento. É essa água que dá vida à vegetação das encostas das montanhas.
Com 32 mil hectares, o Santuário Histórico de Machu Picchu concentra uma grande biodiversidade. Isso acontece porque ele abrange dez diferentes zonas ecológicas, com altitudes que variam de 1.700 metros, no rio Urubamba, a mais de 6.200 metros de altitude, com o pico nevado Salcantay.
Apenas um terço do Santuário foi explorado por biólogos. Mas já se sabe que a flora é rica e variada, com uma grande quantidade de arbustos, samambaias e trepadeiras. Foram identificadas cerca de 300 espécies de orquídeas e existem dezenas de espécies de bromélias, cada uma adaptada a uma diferente altitude. Uma begônia rosa é nativa da região.



Em sentido horário, a partir do alto: a esplanada principal de Machu Picchu; a Torre de Machu Picchu parece ter tido mais uma função cerimonial do que militar; casa inca na parte leste de Machu Picchu; as pedras brutas parecem ter sido transformadas em habitações no próprio local.



Vestígios arqueológicos da cidade confirmam que
a maioria das construções data do século XV.
Machu Picchu foi construída de acordo com a magia da natureza. O Templo das Três Janelas é uma prova, pois marca as quatro estações do ano. Nos dias de equinócio da primavera e do outono, o sol nasce na janela do centro. Nos solstícios do inverno e do verão, aparece na janela das pontas.
Esse conhecimento dos movimentos dos astros parece ter sido uma marca registrada da cultura inca. Não é apenas o Templo das Três Janelas que marca a passagem das estações. O Intihuatana, o coração do centro cerimonial de Machu Picchu, também dá essa informação. Inti (“sol”, em quéchua) e Huatana (da palavra Huata, “amarrar”) significaria “lugar onde se amarra o sol”.
Esse pedaço de granito, esculpido em uma forma bem particular, era utilizado como instrumento para medir o ciclo do tempo e das estações do ano. São as sombras projetadas pela pedra – ou a ausência delas – que dão a informação necessária. Esse calendário natural teria uma função importante para organizar a vida social, agrícola e religiosa dos incas. Assim, Machu Picchu poderia ter sido também um observatório astronômico.
Mas a principal função do Intihuatana não está descrita em textos arqueológicos. A tradição andina atribui ao aparelho solar o poder de captar a energia do sol, permitindo uma maior visão espiritual do iniciado. Pedras como o Intihuatana eram sagradas para os incas e existiam em todo o território. Por essa razão, foram alvo de destruição sistemática pelos espanhóis. Os conquistadores entendiam que, ao arrasar as pedras sagradas, estariam também desconectando os incas de seus deuses.
Como não foi descoberto pelo conquistador, o Intihuatana de Machu Picchu foi poupado. Porém, em setembro de 2000, um triste acidente, durante a gravação de um comercial de cerveja, danificou o que os espanhóis não haviam conseguido. Um equipamento pesado caiu em cima da ponta do Intihuatana, fraturando oito centímetros da pedra sagrada.
Na verdade, o estado de conservação do santuário é delicado. Machu Picchu, considerado Patrimônio Mundial Natural e Cultural desde 1983, tomou um cartão amarelo da Unesco no ano passado. O órgão das Nações Unidas, que trata da área cultural, científica e educacional, vem demonstrando sua crescente preocupação com o impacto provocado pelo turismo de massa. A última missão da Unesco concluiu que Machu Picchu tem problemas sérios de desmatamento, desenvolvimento urbano desenfreado e acesso ilegal, além de correr graves riscos de deslizamento de terra.
A esperança é que o Instituto Nacional de Cultura e outras instituições peruanas envolvidas na região saibam ouvir as advertências da Unesco e passem a administrar Machu Picchu com uma visão integrada e não apenas como uma fonte inesgotável de renda.


Fonte: Revista Planeta

27 de julho de 2010

Patrimônios Mundiais Brasileiros




Campanha do MinC e do Iphan chama a atenção para a riqueza cultural do País. Até o dia 31 de junho passado foi  realizada a campanha Patrimônio. É seu. É do Brasil. É de todo o mundo, idealizada pelo Ministério da Cultura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).  O trabalho se desenvolveu um mês antes do início da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, instância intergovernamental vinculada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que se reunirá este ano em Brasília, de 25 de julho a 3 de agosto.

O objetivo da campanha foi atrair a atenção de todos os brasileiros para a importância e o valor dos bens naturais e culturais do País que receberam a chancela de Patrimônio Mundial por parte da Unesco.

São 17 patrimônios brasileiros, além de dois itens da cultura imaterial: a arte Kusiwa (técnica de pintura e arte gráfica desenvolvida pela população indígena Wajãpi, do Amapá) e o samba de roda do Recôncavo Baiano, que também foram reconhecidos pela Unesco.

A campanha teve início no dia 6 de deste mês e abrange a veiculação de anúncios sobre os 19 bens nacionais em revistas de temática geral de todo o país e em publicações especializadas. As imagens e os textos relativos a cada uma delas estão disponíveis no site do Iphan.
Dentre os bens naturais e históricos brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial estão o Parque Nacional do Iguaçu (PR), a Costa do Descobrimento, Bahia e Espírito Santo, o Parque Nacional Serra da Capivara (PI), o Parque Nacional de Fernando de Noronha (PE), o Centro Histórico de São Luís (MA), o Centro Histórico de Salvador (BA), as Ruínas de São Miguel das Missões (RS), o centro histórico de Ouro Preto (MG).


Comitê do Patrimônio Mundial

O Comitê do Patrimônio Mundial congrega representantes de 21 países e será presidido este ano pelo Brasil. Sua 34ª sessão acontecerá no Centro de Convenções do Royal Tulip Brasília Alvorada Hotel, na capital federal, entre 25 de julho e 3 de agosto. Na ocasião, mais de 180 delegações nacionais vão discutir as novas candidaturas e o estado de conservação e de risco dos bens já registrados na lista do Patrimônio Mundial.
O encontro é presidido pelo ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira. A promoção do evento é da Unesco, com o apoio da Casa Civil da Presidência da República, dos Ministérios das Relações Exteriores, Meio Ambiente, Turismo, do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Veja a campanha.

Conheça os 19 patrimônios brasileiros mundiais.
Saiba mais sobre o Comitê do Patrimônio Mundial.
Informações: (61) 2024-6187/3326-6864/2024-6194/3226-8907, na Ascom do Iphan/MinC; no site do Iphan/MinC:  www.iphan.gov.br; ou acompanhe pelo twitter do Iphan/MinC: twitter.com/IphanGovBr

25 de julho de 2010

Profetas do Aleijadinho



Entre os anos de 1800 e 1805, sexagenário e bastante enfermo, o artista mineiro Aleijadinho (1730-1814), realiza o conjunto de esculturas monumentais que marcaria definitivamente sua obra. Seu último projeto de vulto, os 12 profetas em pedra-sabão de tamanho quase natural, feitos para o adro dianteiro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos de Congonhas do Campo, em Minas Gerais, são um dos exemplos mais contundentes do desenvolvimento do barroco no Brasil, e talvez a sua última grande manifestação.
O santuário mineiro começa a ser construído como pagamento de uma promessa feita pelo fiel português Feliciano Mendes em 1757. Espelhando-se no Santuário do Bom Jesus de Braga, Mendes, o primeiro ermitão, escolhe o Morro do Maranhão para edificação da nova igreja com o objetivo de transformá-lo em local de devoção à via-sacra de Cristo. Somente em 1796, na administração de Vicente Freire de Andrade, Aleijadinho é chamado a colaborar na obra. Com a assistência de auxiliares, executa até 1799 as 64 figuras em madeira, em tamanho natural, destinadas às seis capelas dos Passos da Paixão. Nesse ano solicitam-lhe as 12 esculturas em pedra-sabão, representando os profetas, destinadas à ornamentação do adro do santuário. Aleijadinho é responsável apenas pela parte escultórica do pátio, sendo o projeto arquitetônico de responsabilidade de Tomás de Maia Brito. Análises técnicas revelam que pela concepção arquitetônica original do adro as estátuas deveriam ter dimensões menores e serem colocadas em posição frontal. Aleijadinho transcende os dados previstos na arquitetura e cria um novo espaço subordinado à movimentação e ao tamanho de suas esculturas.


Profeta Isaías (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini



Profeta Jeremias (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini



Profeta Baruc (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini





Profeta Daniel (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 



Profeta Ezequiel (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 




Profeta Oséias (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini



 
Profeta Jonas (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 




Profeta Joel (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 




Profeta Amós (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 





Profeta Abdias (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 





 Profeta Naum (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 








Profeta Habacuc (Adro da Basílica de Congonhas) , 1800 - 1805
pedra-sabão
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Congonhas do Campo, MG)
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini 

O conjunto de 12 profetas de Congonhas do Campo configura-se como uma das séries mais completas, da arte cristã ocidental, representando profetas. Estão presentes os quatro principais profetas do Antigo Testamento - Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, em posição de destaque na ala central da escadaria - e oito profetas menores, escolhidos por um clérigo segundo a importância estabelecida na ordem do cânon bíblico. Nos três planos do átrio, esculturas ordenam seus gestos simetricamente em relação ao eixo principal da composição. Abrindo a representação, estão Jeremias e Isaías de frente e atrás deles, no primeiro patamar, Baruc e Ezequiel. No terraço do adro encontram-se Daniel e Oséias, de perfil. Mais além, Jonas e Joel dão-se as costas e, finalmente, nos ângulos curvilíneos do pátio, Abdias e Habacuc erguem um dos braços, e nas extremidades do arco Amós e Naum apresentam-se de frente. Organizado segundo um jogo de correspondências, os profetas formam um conjunto unitário e ao mesmo tempo diversificado em suas partes, em perfeita organização cenográfica. Apesar da força expressiva de cada peça, é na comunicação estabelecida pela visão do grupo que a eloqüência de cada gesto atinge sua plenitude, como num ato de balé.
Analisadas individualmente, as figuras dos Profetas em Congonhas do Campo apresentam deformações anatômicas ou acabamentos desiguais que indicam a colaboração do ateliê de Aleijadinho. No entanto, a força do conjunto e seu poder de integração superam as avaliações individuais das obras. Sobre a iconografia das imagens, o historiador francês German Bazin aponta uma série de gravuras florentinas anônimas do quattrocento como fonte do artista mineiro. Em suas esculturas encontram-se o mesmo traço goticizante, como os panejamentos quebrados e em ângulos retos, e os elementos exóticos, como os barretes em forma de turbante "à moda turca". No entanto, é preciso ter em vista que a iconografia profética é cunhada na Idade Média, momento em que a representação dos profetas aparece sempre com o filactério (faixa de pergaminho com passagens bíblicas) e com a gesticulação eloqüente e vivaz. A pintura flamenga, em fins da era medieval, introduz os elementos "orientais" nessa iconografia. São comuns profetas com vestimentas exóticas na arte portuguesa entre 1500 e 1800, como é o caso das figuras no Santuário de Braga.
Pelo menos dez dentre os 12 profetas apresentam o mesmo tipo fisionômico jovem de traços elegantes com rostos estreitos, bochechas encovadas e maçãs do rosto salientes, barbas aparadas e longos bigodes.  Apenas Isaías e Naum são envelhecidos e de bardas longas. Também no que diz respeito às vestes, todos trajam túnicas longas ou curtas cobertas com pesados mantos bordados nas bordas - à exceção de Amós, o profeta-pastor que traz manto semelhante aos casacos de pele de carneiro e gorro usado por camponeses da região do Alentejo. A escultura de Daniel com o leão a seus pés destaca-se do grupo. Muitos acreditam que, pela perfeição de seu acabamento, é uma das únicas esculturas inteiramente realizada pelo mestre mineiro.


Fonte: Itaú Cultural


30 de junho de 2010

Acervo de brinquedos do MHN


Apesar de um jogo de xadrez e um brinquedo de corda que pertenceram a D. Pedro I estarem entre as primeiras peças do acervo do Museu Histórico Nacional, o início efetivo de uma coleção de brinquedos no museu data de 1986, com a incorporação de 135 soldadinhos de chumbo. Exatamente dez anos depois, outra doação é significativa, sobretudo por tratar-se de brinquedos populares: soldadinhos e veículos militares em plástico, uma boneca de pano, miniaturas de louça em ágata, quebra-cabeças e bonecos de celuloide. A partir de 1997, o MHN intensificou, segundo recomendação da Política de Aquisição de Acervo, a coleta e preservação de brinquedos, visando abrir espaço para a representação da criança em seu acervo. De alguns itens isolados à doação da maior fábrica de brinquedos do Brasil, a Estrela, cerca de 300 brinquedos integram o acervo do MHN. Conheça parte desta coleção. 

Xadrez
Provavelmente passou pelos reinados de D. Maria I e D. João VI. Deve ter pertencido a D. Pedro I, devido à inicial PI, que interessava-se muito pelo jogo de xadrez. 
Incorporado ao acervo do MHN em 1922.


Barco de Marfim
Brinquedo de corda todo em marfim, deve ter sido um dos ornamentos da famosa sala chinesa do Paço Imperial de São Cristóvão. De origem chinesa, representa um palácio flutuante, evocando o conturbado período da invasão Mandchu. Pertenceu a D. Pedro I. Incorporado ao acervo do MHN em 1922.


Baralho
Em miniatura, esse baralho era ofertado como brinde do "Mundo Lotérico" no início da década de 1940.


Figurinhas
Conjunto de cartões ilustrados na frente e no verso. Ao serem girados com as duas mãos, formam cenas pitorescas, dando a ilusão de movimento. Nesse caso, uma criança tomando banho e fazendo muito bagunça!
Década de 1920.


Aparelho de Jantar
Aparelho de jantar em porcelana na caixa original. 

Bonecas de pano e de porcelana
Da esquerda para a direita: conjunto de bonecas de pano feitas com sobras de tecido no interior do Maranhão na década de 1990 por mães para suas filhas; boneca em porcelana do final do século XIX e boneca de pano do início do século XX. 


 
Pega varetas
Jogo tradicional, fabricado pela Fábrica de Brinquedos Arco-Iris 


Pião e tijolinho mágico
Crianças de todas as épocas brincaram e brincam com o pião, um dos mais antigos brinquedos da humanidade. Esse exemplar é um pião sonoro contemporâneo em metal (o MHN também possui piões em madeira). Já o tijolinho mágico possibilita que a criança construa sua cidade imaginária.


 Filtro de água
Em barro e com torneirinha, filtrava realmente a água.
Década de 1930.









O Museu Histórico Nacional, criado em 1922, é um dos mais importantes museus do Brasil, reunindo um acervo de mais de 349.067 itens, entre os quais a maior coleção de numismática da América Latina.
O conjunto arquitetônico que abriga o Museu desenvolveu-se a partir do Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, um dos pontos estratégicos para a defesa da cidade do Rio de Janeiro.
Imagens: Museu Histórico Nacional - RJ
Fonte: MHN

20 de junho de 2010

Teatro Negro de Praga

Teatro Negro de Praga

Teatro Negro

Forma de teatro que se baseia no engano óptico da chamada câmara negra resultante da incapacidade do olho humano de distinguir uma silhueta negra perante um fundo da mesma cor. Desta forma, os objetos manipulados pelas personagens com vestuários escuros adquirem a capacidade de movimentação por si só. As coisas inertes passam a ser agentes ativos do argumento dramático até ao ponto do seu papel ser igualmente importante relativamente ao dos protagonistas de carne e osso.

Falar em teatro negro é falar obrigatoriamente em Praga. Este tipo de teatro pertence inseparavelmente à vida cultural de Praga, representado na sua forma mais fiel pela companhia de teatro Ta Fantastika que se interessou seriamente em recuperar as verdadeiras raízes do teatro negro. Além disso, esta companhia chama a atenção pela beleza plástica que confere a esta arte de representar, sobressaindo pelo cunho original que imprime no seu repertório, baseado, exclusivamente, em clássicos da literatura universal, como Dom Quixote, Alice no País das Maravillhas e, recentemente, As Viagens de Gulliver.
O princípio do teatro negro de Praga é a engenhosa aplicação de um simples e antigo truque: a chamada câmara negra ou gabinete negro, o qual já se conhecia na China Antiga e que desde logo foi aproveitado e utilizado.
Aquilo a que também se poderá chamar de teatro negro é algo já conhecido no tempo dos nossos avós e com o qual se produziam estranhos e espantosos efeitos cénicos e que se baseia na seguinte técnica: num palco totalmente negro o proscénio é iluminado de um lado e do outro criando-se a ilusão que todo o palco estava iluminado quando, de fato, numa grande zona do palco (B) se encontra totalmente na sombra. Alguém, vestido de negro, pode movimentar-se nesta zona, enquanto que outra pessoa ou objeto movimentando-se na zona (A) seria visível.
Partindo deste princípio, facilmente se compreenderá que alguém vestido de negro sem sair da zona (B) poderá manipular objetos que se movimentam na zona de luz (A), utilizando varas ou outros manípulos, sem serem vistos pelos espectadores.
Recentemente desenvolveu-se um outro tipo de teatro negro coincidente, de certa forma, com o anterior, designado «teatro em luz-negra». A técnica consiste na simples utilização das chamadas lâmpadas de luz negra que devido ao seu invólucro negro que absorve a radiação visível, irradiam ultra violetas de longo comprimento de onda já fora de espectro visível. Desta forma, irão criar-se espantosos efeitos.
Atualmente, são em número expressivo as companhias de teatro que se dedicam a este género. No Brasil, mais concretamente no Rio de Janeiro e Salvador, companhias teatrais compostas exclusivamente por afro-brasileiros, propõem a mudança da dramaturgia brasileira, colocando em cena peças de teatro negro.
 
Bibliografia: A.Harold Waters: Black Theater in French, A Guide, 1978
Lindsay Patterson: Black Theater. A 20th Century Collection of the Work of its Best Playwright (1971)
Peter Larlham: Black Theater, dance, and ritual in South Africa, (1985)

Fonte:

8 de junho de 2010

Tecnologia revela detalhes 'invisíveis' de pintura


Restauradores italianos descobriram detalhes da obra do pintor Giotto na capela Peruzzi, na região da Florença, com ajuda de raios ultravioleta.
Giotto pintou a capela em 1320 e alguns detalhes das obras permaneceram escondidos por séculos por não serem visíveis a olho nu.
As descobertas foram feitas há quatro meses, quando restauradores responsáveis por um ambicioso projeto não invasivo de restauração da capela de 170 metros quadrados lançaram os raios UV sobre as obras e descobriram detalhes até então despercebidos.
Segundo Cecilia Frosinini, coordenadora do projeto, as imagens "possuem efeitos tridimensionais e só agora conseguimos ver todas as nuances claro-escuro. Há corpos sob as roupas e é possível perceber as dobras dos tecidos e as expressões dos rostos".
Esses detalhes, no entanto, ainda estão longe dos olhos do grande público. A única forma de torná-los acessíveis seria um grande e custoso projeto que envolveria um tour virtual pela capela, com imagens projetadas em telas de computadores.
As obras de Giotto na capela Peruzzi influenciaram Michelangelo, que nasceu 140 anos após a morte do arquiteto e pintor italiano. Segundo especialistas, o trabalho na Capela Sistina, realizado por volta de 1500, teria sido baseado nas pinturas de Giotto.


Fonte: BBC Brasil

2 de junho de 2010

Patrimônio Mundial no Brasil

As relações com a salvaguarda do patrimônio cultural tangível e intangível no Brasil podem ser as principais referências para as políticas nesse campo.
O trabalho sobre Patrimônio Mundial no Brasil tem significado frutíferas colaborações com os governos Federal, Estaduais e Municipais e com a sociedade civil. Atualmente o país conta com dezessete bens inscritos na lista do Patrimônio Mundial, pelo seu excepcional e único valor para a cultura da humanidade. 


Índios Wajãpi - Patrimôno Intangível no Brasil
© Dominique Gallois
 
Dentre as principais atividades do escritório da UNESCO no Brasil, destaca-se a implementação da Convenção do Patrimônio Mundial, à qual o Brasil aderiu em setembro de 1977. 
A fim de assegurar o alcance dos objetivos da Convenção do Patrimônio Mundial, a Representação da UNESCO no Brasil mantém estreita relação com o World Heritage Centre [Centro do Patrimônio Mundial da UNESCO] - visando a implementação de ações de cooperação técnica com as diversas Administrações dos sítios brasileiros "Patrimônio da Humanidade".
Dessa forma, a UNESCO constantemente apóia o governo Brasileiro na preservação do legado cultural do país, o que inclui além do seu patrimônio histórico, patrimônio natural e o patrimônio imaterial, o qual envolve:
  • tradições orais
  • cultura e a arte populares
  • línguas indígenas 
  • manifestações tradicionais
Em 2001, as expressões orais e gráficas dos índios Wajãpi do Amapá foram  proclamadas Obras Primas do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade, figurando ao lado de importantes manifestações culturais que constituem o patrimônio intangível do mundo. Além disso, a UNESCO participa ou apóia inúmeras iniciativas nesse âmbito.
A proposta de criação, pelo governo brasileiro, de um Centro de Categoria II da UNESCO voltado para a formação em patrimônio, com ênfase no Patrimônio Mundial, será, entre outras vantagens, oportunidade para a consolidação de um pensamento sobre o tema que melhor reflita os problemas e desafios do Brasil e da América Latina.

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Fontes Bibliográficas:

Fonte: UNESCO

Iphan entrega título de patrimônio cultural para Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis

Em plena Arena das Cavalhadas, em meio aos cavaleiros mouros e cristãos, a diretoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan entregou ao prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Antônio de Melo o título de Patrimônio Cultural de Brasil para a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, aprovado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em abril desse ano. Depois do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém do Pará, em outubro de 2005, a festa de Pirenópolis é a primeira manifestação religiosa a receber esse título.
Na solenidade, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI-Iphan, Márcia Sant’Anna, ressaltou  que a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis apresenta todos os pressupostos que permitem entendê-la como um “fato social total”. Segundo ela, é um sistema de produção e circulação de bens e de dádivas baseados na reciprocidade, interferindo em todas as dimensões da vida social local. Com o título de patrimônio cultural brasileiro, o Iphan passa a implementar políticas de proteção à Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, por meio de medidas de salvaguarda que visam enfrentar os problemas que possam ameaçar a manifestação cultural.
A Festa do Divino de Pirenópolis é realizada anualmente desde 1819, data do primeiro registro na lista local de imperadores. Desde então, ano após ano, essa listagem é atualizada e publicada na programação da festa. É considerada uma das mais expressivas celebrações do Espírito Santo no país, especialmente pelo grande número de seus rituais, personagens e componentes, como as cavalhadas de mouros e cristãos e os mascarados montados a cavalo. Enraizada no cotidiano dos moradores de Pirenópolis, a Festa do Divino determina os padrões de sociabilidade local, consolidando-se como elemento fundamental da identidade cultural da cidade.
Os rituais têm início no domingo de Páscoa e seguem até o domingo seguinte ao feriado de Corpus Christi. O clímax da festa é no Domingo de Pentecostes ou do Divino. Os elementos essenciais incluem as Folias da Roça e da Rua, a coroa, as cerimônias e rituais do Império, com alvoradas, cortejos do Imperador, novena, jantares, cafés, missas cantadas, levantamento do mastro, queima de fogos, distribuição de “verônicas”, sorteio e coroação do novo Imperador.
Já as Cavalhadas encenam batalhas medievais entre mouros e cristãos – em honra do Imperador e do Espírito Santo. Elas começam no domingo de Pentecostes e vão até terça-feira à noite, quando rezam ao Divino e descarregam as armas, encerrando o Império. A festa é aberta no sábado pelos Mascarados – onças, capetas, caveiras, bois com grandes chifres e monstros – que ao meio-dia anunciam a abertura da festa na véspera de Pentecostes. Eles circulam pela cidade e no Campo das Cavalhadas, no intervalo das encenações. 

Fonte: IPHAN

24 de maio de 2010

Museu do Ouro de Bogotá


El Museo del Oro del Banco de la Republica de Colombia preserva e investiga uma das coleções mais importantes da metalurgia pré-colombiana no mundo. Ao longo de uma história que remonta a 1939, esta instituição tornou-se um emblema da memória cultural da Colômbia.
A exposição permanente do Museu do Ouro mostra a história do ouro e outros metais entre as sociedades que habitavam o atual território da Colômbia. É organizado em quatro salas de exposições e uma sala de exame:

O trabalho dos metais
Na sala El trabajo de los metales se descobrem os processos do minério e o trabalho do metal que está por trás de todos os objetos do Museo del Oro.




As pessoas e o ouro na Colômbia
A coleção do Museo del Oro, iniciada em 1939 por el Banco de la República, nos mostra a vida social e  cultural dos grupos humanos que viveram na Colômbia desde 2.500 anos antes da conquista européia. Quem são essas pessoas? Como viveram? Quais eram as suas crenças e tradições? Como se relacionavam com o meio ambiente? 
A sala  La gente y el oro en la Colombia prehispánica propõe um caminho  de norte a sul do país para conhecer os climas, os ambientes e as antigas sociedades que viveram sobre a cadeia montanhosa dos Andes e litorais do Pacífico e Caribe, as regiões onde antigamente se trabalhou com o metal.



Os objetos  parecem flutuar, graças aos suportes que os separam do fundo translúcido da vitrine, e estão perfeitamente iluminados com a tecnologia de leds. Ao visitante é permitido dessa forma uma relação pessoal e íntima com cada um desses objetos.
 
 
Cosmologia e simbologia





Nós não podemos saber exatamente o que  pensavam essas sociedades milenares, e , certamente, como entre os índios de hoje, houve grande variedade de  formas de conceber o mundo e a existência em suas cosmologias. No entanto, entre os índios no presente existem semelhanças no conteúdo e formas de pensamento simbólico. Existem também os encontros entre o simbolismo indígena de hoje e os objetos de seus antepassados de 500 ou 2.000 anos atrás. 



O Simbolismo dos Caciques

Um rico simbolismo de objetos e idéias rodeava os caciques. Eles se consideravam descendentes de divindades e relacionados com seres poderosos como o jaguar. Era proibido olhar em seus rostos e com frequência seu pés não deviam tocar o solo, tinham várias esposas, serventes  e grandes casas. Quando morriam eram mumificados e depositados em grandes tumbas com grandes cercados que se transformavam em santuários.
Esmeraldas, plumas de guacamaya, conchas marinhas, resinas e outros bens estrangeiros davam prestigio aos caciques.  Chegavam de lugares distantes e desconhecidos, por longas cadeias de troca.  O ouro era associado ao sol por sua cor, brilho intenso e imutabilidade. Os adornos dourados expressavam a origem celestial e divina do poder dos governantes.
Os caciques usavam posturas corporales y gestos diferentes de seus subalternos. Os significados dessas posturas y gestos manifestavam seus vínculos com seres de níveis superiores. Ao cobrir-se com ouro, o cacique se apropriava das forças procriadoras do sol. Encarnavam nesta terra os poderes de um mundo consideravelmente superior.


























En muchas cosmovisiones amerindias no existe una diferencia radical entre humanos y no humanos. Personas, animales, plantas, rocas y objetos son gente; distintos tipos de gente, dotados con un alma o espíritu. La gente-danta, la gente-pescado y las demás viven en comunidades, cosechan, tienen sus casas y bailan como los hombres. Cada tipo de gente tiene una forma particular de ver el mundo, una perspectiva propia determinada por su cuerpo, un cuerpo-ropaje removible y cambiable a voluntad. Ponerse plumas, adornarse o pintarse significan mudar el cuerpo-ropaje y transformar así la perspectiva frente al mundo.
La persona ataviada con atuendos de animales, ancestros o espíritus míticos, incorporaba los nombres, capacidades y características de esas especies o seres. Mujeres-ave, hombres-vampiro y hombres-serpiente revelan un universo de transmutaciones. Transformada en hombre-vampiro, la persona observaba el mundo al revés; como mujer-ave, trascendía a otras dimensiones del cosmos.
Con una “segunda piel” compuesta de adornos, pinturas y ropajes, los danzantes ingresaban a otra realidad y temporalidad. Percibían el mundo con ojos de cocodrilo, colibrí, planta, ancestro o divinidad.
Mediante la transformación en aves como cóndores, águilas, tucanes y loros se adquirían vistosos picos y plumajes, al igual que extraordinarias facultades: alto vuelo, visión aguda y destreza en la cacería. Según antiguos mitos, en el comienzo de los tiempos unas aves negras, chamanes ancestrales, trajeron en sus picos la luz a la tierra y a los primeros clanes les entregaron sus territorios. Los sacerdotes y chamanes, algunos vistos como genuinos hombres-aves, realizaban un vuelo mágico a través del universo. Su parafernalia con figuras de aves les daba poderes para emprender estos largos viajes.
Algunas sociedades enseñaron a hablar a los papagayos para reemplazar a veces con ellos a las víctimas de los sacrificios. Para estos grupos, el lenguaje transmutaba a estas aves en humanos.


Os homens felinos





O jaguar foi um símbolo associado a religião e ao poder desde tempos inmemoriales  na América. Evidências materiais e textos revelam que personagens de alto escalão tinham nomes alusivos a felinos, utilizavam adornos com suas peles, pintavam-se com suas manchas e possuíam colas y uñas largas. Crônicas narram que caciques e sacerdotes se transformavam en “grandes gatos” e  que durante as cerimônias se comunicavam com outros espíritos de jaguares.
Para os nativos das Américas pré-colombianas, algumas espécies de animais possuíam poderes extraordinários. Em muitas das representações da época, jaguares e morcegos em especial aparecem fundidos à imagem humana. Acreditavam que, quando o homem se unia a um desses animais, ganhava imensos poderes e passava a controlar a chave que dá acesso aos segredos da vida e da morte.


O  dignatário transformado em jaguar adquiria força, agilidade, agressividade, visão aguda e astúcia. Com elas atuava para proteger e curar sua gente e vingar-se de seus inimigos.
Os colares e outros adornos de felino transformavam a pessoa em um autêntico predador. Rugia como um trovão, arqueava e  desafiava com suas garras, enquanto seu espírito andava pelo bosque em busca de uma presa.
 

Sala da Oferenda

A sala da oferenda, refere-se ao sentido desta arte religiosa, em um ambiente de penumbra onde seis vitrines cilíndricas conectam céu e terra. La Balsa Muisca, é o  objeto que simboliza o mito e  a cerimônia do Dourado, introduz o  tema da oferenda que realizava o cacique e o xamâ para promover o restaurar o equilibrio do mundo.


Em seguida, a Sala de Consulta oferece aos visitantes a oportunidade de desfrutar o video Poporo, realizado em 2004 pelo artista Luis Cantillo, inspirado nos objetos do Museu. Esta obra de arte digital recebeu o prêmio da Bienal de Videoarte del BID em Washington e o segundo prêmio no festival FILE 2004 de Sao Paulo, Brasil.


O Exploratorium promove a interatividade e reflexão sobre a diversidade e a  importância do patrimônio preservado pelo Museu.
As exposições foram completamente renovados em Novembro de 2008.
















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Site oficial do Museu: www.banrep.org/museo