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20 de junho de 2010

Henry Moore

Figura central na história da escultura moderna, Henry Moore foi classificado por alguns como último dos antigos e por outros como o primeiro dos novos.Atravessou o século XX fazendo a ligação entre rural e urbano, figurativo e abstrato, orgânico e manufaturado. Seu trabalho foi sempre humano na escala, ainda que monumental no tamanho foi sempre humano na escala, ainda que era grandioso e abertamente realista, agradou o público do mundo inteiro.
No começo de sua carreira, Moore trabalhou principalmente com entalhes, tanto em madeira como em pedra, para os quais desenhava esboços em papel. Para o artista, a necessidade de envolver-se diretamente com a madeira ou a pedra, respeitando o caráter particular de cada material em vez de tentar faze-lo parecer outra coisa, era de extrema importância. Em 1934 ele escreveu que “O material participa da formação de uma idéia apenas e tão-somente quando o escultor trabalha em contato direto e se relaciona ativamente com ele. A pedra, por exemplo, que é dura e concentrada, não deve ser modificada para ganhar aspecto de pele macia – não deve ser forçada, para além da sua estrutura, até um ponto de fraqueza. Ela deve conservar sua ‘pedritude’, sólida e tensa”.

Alguns anos mais tarde, ao produzir uma cavidade na peça esculpida, o artista descobriu ser possível conseguir uma tridimensionalidade ainda maior, sem enfraquecer o material – recurso que adotaria de inúmeras formas durante toda a sua carreira. A cavidade pode dar vida aos espaços interiores da escultura e ressaltar o papel do espaço vazio na valorização da forma, algumas vezes ele é usado para desdobrar a figura humana e quebrar a sua simetria, acrescentando um elemento surpresa à fruição do observador.
Quando, por volta de 1935, suas obras começaram a se tornar cada vez maiores, Moore passou a fazer estudos pequenos, preliminares, em três dimensões: as maquetes. Várias vezes explicou que a maquete permitia estudar a forma nas suas mãos, compreende-la como um todo, de vários ângulos, e visualizar como seria a obra em tamanho real.
No pós-guerra, as maquetes passaram a ser utilizadas como modelos também para os grandes bronzes. Nessa época Moore deixou de fazer desenhos preparatórios para suas esculturas, embora as peças tridimensionais e a produção em papel tenham muitos elementos em comum. Freqüentemente é possível acompanhar uma idéiadesde o desenho ou a gravura até a escultura, ou da escultura, no caminho inverso, até uma série de trabalhos desenvolvidos em papel.
Moore Desenhou durante toda a vida, primeiramente como um método de desenvolver idéias para esculturas e, depois, por puro diletantismo e para realizar experiências com água-forte e litografia. Suas monumentais esculturas em bronze são bem conhecidas, com diversos exemplares integrando coleções públicas por todo o mundo, enquanto os desenhos, gravuras, entalhes e maquetes são talvez menos familiares para o público brasileiro.

Moore era um homem quieto e despretensioso, sempre muito apegado aos seus ateliês. Viajava pouco, e quando o fazia era por motivos profissionais. A II Bienal de São Paulo trouxe-o ao Brasil para uma primeira e única visita, numa experiência que ele costumava relembrar com carinho.
O entusiasmo pelo trabalho de Moore segue inabalável em todo o mundo – um interesse que, na verdade, parece ter aumentado nos anos posteriores à sua morte. A razão disso é avaliar. Provavelmente tem algo a ver com a universalidade de seu imaginário e com o seu foco na síntese  das formas humanas da natureza.


Family Group - 1948/9
Bronze
Henry Moore Foundation

Reclining Figure - 1951
Bronze
106.00 x 228.60 x 73.70 cm
National Galleries of Scotland, Edinburgh


Draped Reclining Figure - 1952-53
Bronze
102 x 152 cm
Museum Ludwig, Cologne


King and Queen - 1952-53
Bronze
Keswick, Dumfrieshire, Henri Moore Foundation


 Three Standing Figures - 1953
Bronze
73.2 x 68 x 29 cm, including base
Guggenheim Museum, New York


Maquette for "Atom Piece" - 1964, cast 1970
Bronze
The National Gallery of Art, Washington D.C.


Vertebrae - 1968
Bronze
7.1 m (23 ft 4 in)
The Israel Museum, Jerusalem

Two Piece Mirror Knife Edge - 1976-1977
Bronze
The National Gallery of Art, Washington D.C.


Reclining Figure: Angles - 1979
Bronze
Henry Moore Foundation


1898 – Henry Moore nasce em 30 de julho em Castleford, no condado de Yokshire.
1919-20 – Matricula-se na Leeds School of Art.
1921 – Recebe bolsa de estudos para o curso de escultura no Royal College of Art, em Londres Passa a freqüentar o British Museum.
1922 – Interessa-se pelo entalhe e pelo trabalho de Gaudier-Brzeska e Brancusi. Faz suas primeiras esculturas.
1924 – Assume o cargo de professor no departamento de escultura do Royal College of Art, onde viria a lecionar por sete anos.
1925 – Com a bolsa de estudos, viaja à Itália, passando por Paris.
1927 – Executa vários trabalhos importantes em concreto moldado.
1928 – Primeira exposição individual, na Warren Gallery, em Londes.
1930 – Representa a Grã-Bretanha na Bienal de Veneza (com Jocob Epstein e John Skeaping).
1931 – Demite-se de seu cargo de professor do Royal College of Art. Passa a chefiar o novo departamento de esculturas na Chelsea School of Art.
1933 – Integra o grupo Unit One, de artistas de vanguarda, em Londres.
1934 – Herbert Read escreve e publica uma primeira monografia sobre sua obra.
1935 – Esculpe várias obras ao ar livre. Em vista das dimensões crescentes de suas obras, passa a trabalhar com esboços tridimensionais em escalas reduzidas, as maquetes.
1937 – Dá início a uma série de figuras com barbante inspiradas nos modelos matemáticos expostos no Science Museu, em Londres.
1939 – Executa sua primeira Litogravura.
1940 – Inicia a série Abrigo, de desenhos de figuras no metrô de Londres.
1946 – Viaja a Nova York, para acompanhar uma retrospectiva itinerante que é inaugurada no Museum of Modern Art.
1948 – Viaja a Veneza por ocasião da mostra individual no Pavilhão Britânico da XXIV Bienal, na qual recebe o Prêmio Internacional de Escultura.
1951 – Primeira Retrospectiva na Tate Gallery, em Londres.
1952 – Fase de intensa atividade escultórica: produz uma série de figuras em pé, formas internas/externas e relevos.
1953 – Participa da II Bienal de São Paulo e recebe o Prêmio de Escultura Internacional.
1957 – concebe várias figuras grandes da série Mulheres Sentadas e Reclinadas.
1959 – Leva exposições itinerantes à Espanha, Japão, Portugal e paises do Leste Europeu.
1960 – Começa a trabalhar em uma série de figuras reclinadas em duas peças.
1966 – Executa numerosos desenhos, águas-fortes e litogravuras.
1968 – Mostra retrospectiva comemora o 70º aniversário de Henry Moore na Tate Gallery.
1969 – O crânio de elefante com que é presenteado serve de inspiração para extensas séries de águas-fortes.
1974 – Viaja ao Canadá para a inauguração do Henry Moore Sculpture Centre na Art Gallery of Onorato, em Toronto.
1977 – Inaugura a Fundação Henry Moore.
1978 – O 80º aniversário é comemorado com exposições na Tate Gallery e na Serpentine Gallery, em Londres, e na City Art Gallery, de Bradford.
1979 – Depois de diagnosticado artritismo em suas mãos, passa a dedicar-se mais ao desenho e ao trabalho gráfico.
1982 – A rainha Elizabeth II inalgura a Henry Moore Sculpture Gallery and Centre for the Study of Sculpture, ligadas à Leeds City Art Gallery.
1983 – Uma grande exposição é realizada no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.
1986 – Morre em 31 de agosto em Perry Green, no condado de Hertfordshire, aos 88 anos.

Fonte: 

7 de junho de 2010

Camille Bombois

Em 1928, o colecionador e teórico alemão Wilhelm Uhde organiza a primeira exposição de arte naïf em Paris, reunindo obras de Rousseau, Luis Vivin (1861 - 1936), Séraphine de Senlis (1864 - 1942), André Bauchant (1837 - 1938) e Camille Bombois (1883 - 1910). Mais tarde, o Museu de Arte Moderna de Paris dedica uma de suas salas exclusivamente à produção naïf.
Camille Bombois nasceu perto de Troyes em 1883, em França e morreu em 1970. É um pintor naïf, conhecido internacionalmente. Desde a infância que Camille teve tendência para a pintura. Porém, vindo de um meio modesto, foi obrigado a trabalhar, primeiro como criado de uma quinta, depois lutador num circo, marinheiro e trabalhador nos túneis do metrô. Durante sete anos teve esta vida difícil, mas é durante este período que adquiriu um estilo e uma técnica muito suas. Contudo, seus quadros não despertavam interesse. Convocado para a Primeira Guerra Mundial, foi distinguido três vezes pela sua coragem nos combates. Ao voltar para casa descobre que a sua esposa conseguiu vender alguns dos seus quadros, ainda que a baixo preço. Isso encorajou-o. Voltou à rotina de trabalhar de noite para pintar de dia. Em 1922, faz uma exposição das suas telas ao ar livre a que chama "O Julgamento dos Loucos", segundo a sua própria expressão. A exposição foi um sucesso e as suas obras acharam compradores.  Aos 40 anos, Camille Bombois alcançou o seu fim: poder trabalhar apenas como artista pintor.

River Running through the Forest


LANDSCAPE with SNOW
1922

Boy Fishing

En haut de la colline

 Chemin de Halage - 1919

The White Horse - Circa 1920

The Athlete - circa 1920

 Jeune Fille - 1920

L’Abri des Lavandières - 1930

Vue de Clerval - circa 1930

In the Park, 1937

In the Bar

Mario, Fratellino e le petit Walter
656 x 50 cm
Museum Charlotte Zander, Bönnigheim, Germany

 Port de Boulogne - 1927

Juarez Machado


Juarez Machado, brasileiro, nasceu na cidade de Joinville, em Santa Catarina no ano de 1941. Fez Escola Superior de Belas Artes na cidade de Curitiba no Paraná. Iniciou nas Artes Plásticas no final da década de 50, do século XX e de lá para cá nunca mais parou.
Transformou-se em profissional da área e vive única e exclusivamente de suas obras de arte, que são negociadas pelo mundo todo, fazendo disto um caminho de êxito no Brasil e no exterior. Há 15 anos mora em Paris e também tem residência no Rio de Janeiro. 
Além do desenho e da pintura, fez incursões pela mímica, cenografia, programação visual, ilustração e escultura. No final dos anos 70 volta-se totalmente para a pintura. 






Obras 


Chá e Toallha Bordada
  óleo sobre tela
  100 x 73 cm
  1988

 Rencontre sinueuse - 1977
100 x 73 cm
Óleo sobre tela


" Château Haut-Brion " 100 x 73 cm
1988

" Cyclistes et Mer Houleuse "
97 x 130 cm
1992

Minha vida, minha sorte - 1997
100 x 73 cm
Óleo sobre tela


" As bruxas roubam a lancha baleeira de um pescador da ilha "
130 x 97 cm
1997

 Curitiba 300 Anos - 1993
194 x 130 cm
Óleo sobre tela


" Colonas " 73 x 54 cm
1993


 
" Atelier de desenho no ultimo andar "
73 x 100 cm
1995


 
Carnevale - 2003

" Pastel " 75 x 55 cm
1991

 
 
" Faux Miroir " 26 x 34 x 11 cm
1998
Bronze 


 
" Le Pêcheur de Poèmes " 
22 x 20 x 72 cm
1999
Bronze

" Il ponte de Sospiri - siamo tutti libertini " 
130 x 97 cm
2002


" Ponte de l'Accademia, canal grande e chiesa della salute " 
116 x 89 cm
2003


 
 " Piccolo tango nel canal grande " 86 x 116 cm
2003



Nascimento
1941 - Joinville SC - 16 de março

Formação

s.d. - Joinville SC - Recebe influência da cultura alemã por parte de sua mãe e, em sua infância, dos objetos que seu pai (caixeiro-viajante, colecionador, artista inato) trazia de suas constantes viagens

s.d. - Paris (França) - Recebe influência de Paul Valéry


1961/1965 - Curitiba PR - Estuda na Escola de Música e Belas Artes do Paraná


1962/1963 - Salvador BA e Porto Alegre RS - Recebe influência de Mário Cravo e Francisco Stockinger


Cronologia

Pintor, cenógrafo, decorador, escultor, desenhista, jornalista, ator, escritor, mímico, caricaturista, ilustrador, cartunista

s.d. - Coordena grupos de criatividade com crianças e adolescentes


s.d. - França, Dinamarca, Itália, Chipre, Israel e Grécia - Viaja para estudar


1961/1965 - Joinville SC e Curitiba PR - Viaja para estudar


1966 - Rio de Janeiro RJ - Vive nessa cidade


1970 - Curitiba PR - Participa do júri do 27º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná


1986/1989 - Paris (França) - Vive nessa cidade


Cronologia - Fonte:
Itaú Cultural
Imagens: Site do Artista

30 de maio de 2010

Jean Baptiste Debret




Jovens Negras Indo à Igreja para Serem Batizadas , 1821
aquarela sobre papel, c.i.e. 18,3 x 23,5 cm Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ) Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz



Jean Baptiste Debret estuda na Academia de Belas Artes, de Paris, entre 1785 e 1789. Aluno do pintor francês Jacques-Louis David (1748 - 1825), forma-se, portanto, dentro dos ideais neoclássicos. Pintor de história, trabalha com arquitetos conceituados na ornamentação de edifícios públicos e particulares. Em torno de 1806 é pintor na corte de Napoleão.
Integra a Missão Artística Francesa, que vem ao Brasil em 1816, cujo primeiro objetivo é promover o ensino artístico no país. Em seu ateliê leciona pintura e tem como alunos, entre outros, Porto Alegre (1806 - 1879), August Müller (1815 - ca.1883) e Simplício de Sá (1785 - 1839). Realiza em 1818, com o arquiteto Grandjean de Montigny (1776 - 1850) a ornamentação das ruas da cidade do Rio de Janeiro, para a aclamação de D. João VI (1767 - 1826). Na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826, ensina pintura histórica. Paralelamente, visita várias cidades do país, representando suas paisagens e costumes. Organiza, em 1829, a Exposição da Classe de Pintura de História da Academia, importante por ser a primeira mostra pública de arte no Brasil, dando origem às Exposições Gerais, com prêmios oficiais.
Trabalha como pintor da corte, representa acontecimentos ilustres e cenas oficiais; revela-se um desenhista atento às questões sociais brasileiras. Identifica-se com seu papel de ilustrador e documentarista dos acontecimentos contemporâneos. A maioria de suas telas parece ser destinada à gravura; Debret e a corte têm consciência da importância da circulação das gravuras para a divulgação da imagem do Estado. Segundo o historiador Luciano Migliaccio, por esse motivo a pintura de Debret é, em parte, descrição atenta do cerimonial da corte, em formato modesto e apropriado para fácil compreensão, como ocorre, por exemplo, com os quadros Aclamação de Dom João VI (ca.1822) e Chegada da Imperatriz Leopoldina (1818). No quadro Coroação de Dom Pedro I (1822), que tem por modelo a pintura de David, o artista confere à obra um caráter cívico e preocupa-se com a necessidade de criação de um imaginário político.

Debret retorna à França em 1831. Parte das aquarelas feitas no Brasil, litografadas, ilustra a obra Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, publicada entre 1834 e 1839. O livro, em três volumes, trata das florestas e dos selvagens, das atividades agrárias, do trabalho escravo e também dos acontecimentos políticos e culturais. Destaca-se a preocupação documental do artista, que representa cenas típicas de atividades e costumes do Rio de Janeiro, procurando traçar um painel social da cidade. Apresenta muitos aspectos relacionados ao trabalho escravo, ora acentuando o lado mais expansivo das relações sociais, ora expondo serviços extenuantes, como os de carregadores e trabalhadores das moendas. Mostra o trabalho dos negros de ganho que percorrem as ruas da cidade, prestando vários tipos de serviços.
O historiador Rodrigo Naves aponta a dificuldade do artista em transpor as idéias neoclássicas para o Brasil, por fatores como o caráter da monarquia instaurada e a questão da escravidão no país. Para o autor, os desenhos realizados para a Viagem Pitoresca revelam o esforço do artista para lidar com o dilema criado pelo conflito entre sua formação neoclássica e a realidade brasileira. 
Nas aquarelas, feitas com agilidade, o artista parece sentir-se mais à vontade e revela seu domínio técnico: elas apresentam um colorido espontâneo, leve e harmonioso. Segundo Rodrigo Naves, em algumas aquarelas, a forma de representação dos trabalhadores faz com que seus corpos tenham um aspecto vulnerável. Também nas vestimentas ocorre forte ambigüidade: sobrepostas, soltas, meio esgarçadas e rudes, as roupas dos negros não mantêm vínculos com a tradição dos panejamentos. Na representação dos personagens de Debret, os tecidos transmitem aos corpos sua falta de consistência.
Nas gravuras, as situações dúbias da sociedade revelam-se pela aproximação entre as figuras e seu ambiente, os contornos são pouco marcados, um meio cinzento aproxima corpos e espaço, como ocorre em Lavadeiras a Beira-Rio (Viagem Pitoresca). Nas litografias, a sutileza do cinza cria uma espécie de liga que unifica as cenas. Nas ilustrações da Viagem Pitoresca, por meio da fragilidade das formas e da pressão que os personagens sofrem do espaço, o artista expressa a ambigüidade da sociedade brasileira. Após o retorno a Paris, o artista retoma o contato com companheiros neoclássicos, volta ao linearismo, às formas incisivas e à gestualidade acentuada.

Obras

Casario , 1816 - 1831
aquarela sobre papel, c.i.d.
12,4 x 20,1 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz 



Família de um Chefe Camacã, Preparando-se para Festa , 1820 - 1830
Bico-de-pena e lápis sobre papel
22,5 x 35,4 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz 





Engenho Manual que Faz Caldo de Cana , 1822
aquarela sobre papel, c.i.e.
17,6 x 24,5 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz



 Botica , 1823
aquarela sobre papel, c.i.e.
15,2 x 21,2 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC 


 Tropeiros Pobres de São Paulo , 1823
aquarela sobre papel, c.i.d.
15,2 x 22,3 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini 

Tribo Guaicuru em Busca de Novas Pastagens , 1823
aquarela sobre papel, c.i.e.
15,7 x 21,8 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz 
 
Uma Senhora Brasileira em seu Lar , ca. 1823
litografia aquarelada à mão
16 x 22 cm
Acervo Banco Itaú S.A. (São Paulo, SP)
Reprodução fotográfica autoria desconhecida


Calceteiros , 1824
aquarela sobre papel, c.i.e.
17,1 x 21,1 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ) 



Café Torrado , 1826
aquarela sobre papel, c.i.d.
15,4 x 19,6 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro)
Reprodução Fotográfica Pedro Oswaldo Cruz 




O Velho Orfeu Africano. Oricongo , 1826
aquarela sobre papel, c.i.e.
15,6 x 21,5 cm
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC (Rio de Janeiro, RJ)
Reprodução fotográfica Pedro Oswaldo Cruz 



 Ponte de Santa Ifigênia , 1827
aquarela sobre papel, c.i.d. 14,5 x 20,6 cm Coleção Particular Reprodução fotográfica Romulo Fialdini  

 

Palácio do Governo em São Paulo , 1827
aquarela sobre papel, c.i.d.
11 x 21 cm
Coleção Particular
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini




Acervos

Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp - São Paulo SP
Museu Nacional de Belas Artes - MNBA - Rio de Janeiro RJ
Museus Castro Maya - IPHAN/MinC - Rio de Janeiro RJ  

Histórico

Nascimento/Morte
1768 - Paris (França) - 18 de abril
1848 - Paris (França) - 11 de junho

Vida Familiar
Filho de Jacques Debret, escrivão do Parlamento de Paris (afeito à história natural e às artes)
Sobrinho-neto do pintor e gravador rococó François Boucher (1703 - 1770)
Primo de Jacques-Louis David (1748 - 1825), chefe de escola neoclássica francesa
Irmão do arquiteto e membro do Instituto de França, François Debret (1777 - 1850), autor do projeto para as fundações do Palais de l'Ecole des Beaux-Arts

Formação
1785/1789 - Paris (França) - É aluno de Jacques-Louis David na Academia de Belas Artes. Freqüenta a escola até a Revolução Francesa
ca.1791 - Paris (França) - Estuda fortificações por determinação governamental, com outros alunos da Escola de Belas Artes, na Escola Politécnica
1807/1809 - Roma (Itália) - Recebe bolsa de estudo

Cronologia
Pintor, desenhista, gravador, professor, decorador, cenógrafo

1784/1785 - Roma (Itália) - Acompanha Jacques-Louis David, que viaja a fim de executar o quadro Juramento dos Horácios
1791 - Paris (França) - Recebe o 2º prêmio de pintura do Prix de Rome, no curso da Academia de Belas Artes
1792 - Paris (França) - É professor de desenho na Escola Politécnica
1798 - Paris (França) - Colabora com os arquitetos Percier e Fontaine na decoração de edifícios e residências particulares
ca.1806 - Paris (França) - Faz parte do séquito de pintores de Napoleão
ca.1815 - Paris (França) - O único filho de Debret morre, motivo pelo qual abandona seu país para aventurar-se no Brasil
1816/1831 - Rio de Janeiro RJ - Vem ao Brasil integrando a Missão Artística Francesa
ca.1817 - Rio de Janeiro RJ - É professor de pintura em seu ateliê
1818 - Rio de Janeiro RJ - Faz a decoração e o serviço de ornamentação pública para festa de coroação de D. João VI (1767 - 1826)
1822 - Rio de Janeiro RJ - Como pintor oficial do governo, Debret é o autor do desenho da bandeira do Brasil Império
1823/1831 - Rio de Janeiro RJ - É professor de pintura histórica na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba
ca.1823/1831 - Brasil - Retrata a natureza e os tipos humanos de diversos Estados, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
ca.1825 - Rio de Janeiro RJ - Realiza gravuras a água-forte, que estão na Seção de Estampas da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
ca.1825/ca.1831 - Rio de Janeiro RJ - Realiza grande número de aquarelas que têm a importância documental dos aspectos da vida no Brasil no século XIX, recebe colaboração da Viscondessa de Portes 
1829 - Rio de Janeiro RJ - Organiza a Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes, primeira exposição pública de arte no Brasil
1831/1848 - Paris (França) - Retorna a Paris
1834/1839 - Paris (França) - Edita o livro Voyage pittoresque et historique au Brésil [Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil], contendo aquarelas e gravuras, em três volumes, publicado pela casa Firmin Didot 
1839 - Rio de Janeiro RJ - Membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
1940 - São Paulo SP - É publicada a primeira edição brasileira do livro Voyage pittoresque et historique au Brésil [Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil], pela Livraria Martins 
1954 - Paris (França) - Raimundo Otonni de Castro Maya edita 100 aquarelas e desenhos de Debret: Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil
1978 - Paris (França) - É fundada a Galeria Debret no Centro Cultural do Brasil em Paris.