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25 de abril de 2010

O homem espelho

Pode parecer uma escultura, mas existe realmente um homem dentro desse traje extravagante. Este surpreendente artista de rua foi fotografado do lado de fora do Observatório Griffith, em Los Angeles.















Imagens: Flickr

22 de abril de 2010

Christo Javacheff


Escultor norte-americano, Christo Vladimirov Javacheff nasceu a 13 de Junho de 1935, em Gabrovo, na Bulgária, e estudou escultura na Escola de Belas-Artes de Sofia, entre 1952 e 1956. Em 1958 instalou-se em França, onde conheceu a artista Jeanne-Claude de Guillebon com quem se casou e se associou profissionalmente. Em 1964 vai viver em Nova Iorque.
Entre 1958 e 1963, realiza em Paris os seus primeiros trabalhos, um conjunto de objetos que denomina embrulhos e para os quais utiliza garrafas, caixas, roupa ou plástico. Nesta altura junta-se ao grupo KWY, formado por seis artistas portugueses e um pintor alemão, causando especial interesse da crítica pelos objetos embrulhados que expõe em Paris e em Lisboa. A ideia de revestir objetos facilmente identificáveis com uma nova pele aproxima-se da prática de transformação de objetos familiares bastante difundida pelos novos realistas na década de 60. Entre as peças que produz durante este período pode referir-se, como exemplo, a escultura "Máquina de Calcular Embrulhada", realizada em 1963.
Em 1969 os seus trabalhos ganham maior escala e adquirem igualmente um carácter efémero. A intervenção "Costa Embrulhada", de 69, inicia o conjunto de grandes intervenções que o tornaram mundialmente conhecido. Entre 1970 e 1972 realiza o Valley Curtain, que consistia numa grande tela laranja colocada entre duas encosta de um vale. Quatro anos depois concretiza, na paisagem árida da Califórnia, um projeto ainda mais vasto, o "Running Fence", o qual usa uma vedação em tela de nylon com cerca de cinco metros de altura e com uma extensão de trinta e oito quilômetros. Estas obras serviram como tema de filmes documentários dos realizadores Albert e David Maysles.
Noutros grandes projetos, propõe o embrulho de ilhas na baía de Biscayne (Florida, 1983) e a colocação de enormes guarda-chuvas nas paisagens da Califórnia (1991).
Se a eleição do ambiente natural como suporte ou objeto das suas acões o aproximam das tendências da Land Art, algumas intervenções em edifícios ou estruturas arquitetônicas em meios urbanos cortam com a exclusividade do meio natural como suporte para a obra de arte. Os trabalhos em que embrulhava grandes objetos ou edifícios inteiros tornaram-se os mais famosos e mediáticos da sua carreira. São exemplo as intervenções efémeras na Pont Neuf, Paris, realizada em 1985, e no Reichstag de Berlim em 1995.
Dois denominadores comuns acompanham o trabalho de Christo e de Jeanne-Claude: a vontade de esconder e transformar objetos fortemente ancorados no imaginário do público, através da colocação de um véu que lhes dá uma qualidade irreal e a abordagem de uma vasta gama de escalas, desde pequenos objetos e máquinas a estruturas arquitetônicas completas ou setores de paisagem.

Wrapped Trees, Riehen, Switzerland 1997 - 1998

 Reichstag

Mais de 100.000m2 de tecido de polipropileno à prova de fogo, cobertos por uma camada de alumínio e 15km de cordas. Berlim, Alemanha.

 

 Running Fence 
California

  Wrapped Coast - 1969 -  Austrália 


Surrounded Islands - 1983 
 Miami


The Gates Project 
New York City Central Park - 2005

The Wall - 13.000 barris de óleo
Gasometer, Oberhausen, Germany, 1999

"Ponte Neuf Wrapped - Paris, 1985

 
Vallery Curtain, Colorado, 1970 - 72

Wrapped Walk Ways, Loose Park,
Kansas City, Missouri. 1977-78


Fonte:
http://www.infopedia.pt

21 de março de 2010

Banksy

Entre o vandalismo e a genialidade.

 

Suas obras são carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade.






              


Mark Jenkins


Recuperando o espaço e mudando sua dinâmica com imagens. 
A 'Guerrilla Art" e Mark Jenkins




18 de março de 2010

Calçadas Musicais - O Grande Samba da Vila




João Batista Vianna Drumond, o Barão de Drumond, natural de Minas Gerais, entrou para a história do Brasil por ter criado o jogo do bicho, uma contravenção centenária que se espalhou por todo o território nacional, a partir do Rio de Janeiro, onde o aristocrata do Império morou a maior parte de sua vida. Mas o jogo do bicho não nasceu como contravenção. Muito ao contrário, o Barão foi o responsável pela formação do primeiro Jardim Zoológico da cidade e, para estimular a visitação ao local onde foi instalado, criou uma loteria premiando quem havia comprado ingresso para ver os bichos. O que fizeram depois com isso é outra história.

A visão empresarial do Barão exibe seu descortino a partir de 1871, quando manifesta interesse na exploração da Fazenda do Macaco, uma área que Dom Pedro I presenteara a sua segunda esposa, a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg, uma princesa bávara, neta da Imperatriz Josefina, mulher de Napoleão. Logo, o Barão obteve concessão para instalar uma linha de ferro carril ligando o centro da cidade do Rio de Janeiro às terras da fazenda. Conseguida a concessão, foi ainda mais longe: propôs à Corte a compra da fazenda com a intenção de fazer ali um bairro novo – a Vila Isabel –, nome escolhido em homenagem à filha do Imperador Dom Pedro II.

 Boulevard 28 de Setembro - século XIX
Rio de Janeiro



Boulevard 28 de Setembro - em gravura de postal

Uma companhia urbanizadora foi criada pelo Barão, que decidiu fazer da Vila um bairro de linhas modernas semelhantes às de Paris. Um grande eixo foi traçado em forma de avenida, arborizada no centro. Assim nasceu o Boulevard 28 de Setembro – Boulevard por ser uma avenida de estilo francês e 28 de Setembro por ser o dia em que a Princesa Isabel assinou a lei do Ventre Livre, que tornava livres todos os filhos de escravos nascidos a partir daquela data.

Deve-se ao arquiteto Orlando Madalena a idéia genial, lançada em 1964, de construir em Vila Isabel, berço do samba, as chamadas “calçadas musicais", a pretexto de continuar as comemorações do quarto centenário da cidade do Rio de  Janeiro. 



Era uma idéia simples, mas de uma originalidade sem limites: desenhar com pedras portuguesas, nas calçadas do bairro, as pautas musicais dos autores que marcaram época na música popular brasileira até então, a começar por Chiquinha Gonzaga e com destaque especial para Noel Rosa, o grande compositor da Vila. 





O que não faz uma idéia! E pensar que tudo começou quando o arquiteto apresentou a proposta em uma reunião do Lions Clube de Vila Isabel e ela foi logo aprovada por unanimidade. Logo se formou uma comissão de trabalho, que deu ao compositor "Almirante" a incumbência de selecionar as músicas, ao maestro "Carioca" a missão de simplificar as partituras e ao arquiteto Hugo Ribeiro a elaboração do projeto decorativo das calçadas. Depois, foi só procurar a  Prefeitura carioca, que assumiu o projeto e entrou com as pedras e os calceteiros – esses ilustres anônimos que tanto deram de seu esforço e talento para moldar nas calçadas brasileiras as melhores páginas da arte musiva nacional.



Trata-se de um espaço riquíssimo e de grata memória do Rio antigo.
Relembrando Chiquinha Gonzaga: “Ó abre-alas, que eu quero passar”.

26 de fevereiro de 2010

Murais em paredes de edifícios

O website Dark Roasted Blend publica artigos com fotos de vários murais em paredes de edifícios no mundo. Escolhi alguns para publicar aqui.

A seguir dois murais em Paris.


  


 


Abaixo um edifício em Cannes, França



Este a seguir foi pintado em Jerusalem.



O próximo é na Alemanha.



Um em Belfast, Irlanda




Em Lyon, França.




 


'Urban psychedelics' em Moscou



 


 



Um banquete de imagens - aqui no Dark Roasted Blend 

13 de fevereiro de 2010

Guarda-Chuva



Leveza, graça e elegância = guarda-chuva
Muitos artistas partilham desta idéia, e partindo deste conceito sentiram-se inspirados pelo frágil objeto elegendo-o como matéria prima destas belas instalações.

Os exemplos apresentados foram recolhidos um pouco por todo o mundo. Em alguns casos desconhecem-se os seus autores. O único traço de união entre eles é de fato o guarda-chuva. Encontramos de tudo, desde a instalações em espaços interiores a trabalhos em grande escala, dos mais coloridos até outros com aspecto sombrio e pessimista.


 
Instalação em Xangai, China

 
Steven Haulenbeek-
lustre com reflectores/difusores fotográficos

 
Ingo Maurer: 
Átrio da Semana do Design 2007, Milão 

  
 Tazos Savva: instalação em Tessalónica, 
Grécia

 
Instalação em Melbourne, Austrália

 
Átrio em Mumbai, Índia

OzCollective: instalação "Abri nº 177", Paris
Fonte: Obvious